
A sustentabilidade é um assunto sempre em alta. Cuidar do meio ambiente é um dever de pessoas, empresas e organizações. E quanto mais cedo aprendermos sobre isso, melhor para o planeta.
Nesse sentido, a construção de escolas sustentáveis transcende a mera edificação. É uma oportunidade para integrar a educação ambiental ao dia a dia da comunidade escolar, promovendo práticas ecológicas e conscientizando sobre a importância da preservação do meio ambiente. Continue a leitura!
O que significa ter uma escola mais sustentável?
Seja para criar uma escola do zero ou reformar o prédio de uma já existente, a sustentabilidade precisa estar presente na escolha dos materiais, em um projeto com mais arborização e interatividade com a natureza, além de pensar nos gastos e mão de obra.
Uma escola mais sustentável beneficiará gerações, impactará positivamente o meio ambiente e será uma referência para toda uma comunidade, cidade e país. Se queremos que a educação se destaque de maneira benéfica, é necessário tomar medidas construtivas em todos os aspectos,
Portanto, a escolha de construir uma escola inclui escolher materiais selecionados de acordo com a sustentabilidade:
Materiais Ecológicos:
- Madeira: madeira de reflorestamento, bambu e materiais à base de madeira (MDF, OSB) com certificação de manejo florestal sustentável;
- Tijolos Ecológicos: produzidos com terra crua, adobe, ou outros materiais reciclados como garrafas PET e latas de alumínio;
- Isolamento Térmico: materiais naturais como lã de carneiro, cortiça, ou fibra de coco, que proporcionam conforto térmico e acústico;
- Revestimentos: tintas naturais à base de cal, argila, ou terracota, que são respiráveis e não liberam compostos orgânicos voláteis (COVs).
Técnicas Ecológicas:
- Eficiência Energética: Iluminação natural através de grandes janelas e claraboias, painéis solares para geração de energia, e sistemas de ventilação natural;
- Eficiência Hídrica: reuso da água da chuva para irrigação e descarga de vasos sanitários, sistemas de captação de água, e torneiras e chuveiros com baixo fluxo;
- Gestão de Resíduos: coleta seletiva e compostagem de resíduos orgânicos, minimização de entulho e utilização de materiais reciclados;
- Paisagismo: implantação de jardins com plantas nativas e de baixo consumo de água, que contribuem para a biodiversidade e o microclima local.
Desafios financeiros para gerar uma escola mais sustentável
Inicialmente, a implementação de práticas e tecnologias sustentáveis pode ser mais cara do que métodos tradicionais de construção e operação. Nesse sentido, as escolas públicas, em particular, podem ter dificuldades em obter financiamento para projetos de sustentabilidade.
Para esses casos, pode-se criar um plano de captação de recursos junto ao Governo e instituições de ensino de cada cidade, incluindo assinaturas da comunidade para acelerar a aprovação.
Desafios técnicos que a equipe precisará enfrentar
Assim como qualquer projeto ou sistema novo, é de extrema importância realizar treinamentos com a equipe da escola para operarem e manterem os sistemas ecológicos de forma eficaz, além de se atentar à:
- Complexidade dos sistemas: a integração de diferentes tecnologias e práticas sustentáveis pode ser complexa e desafiadora;
- Disponibilidade de materiais: materiais ecológicos e tecnologias sustentáveis nem sempre estão disponíveis imediatamente, especialmente em áreas remotas;
- Manutenção especializada: alguns sistemas ecológicos podem exigir mão de obra especializada para manutenção e reparos;
- Mudança de mentalidade: aceitar as práticas sustentáveis exige uma mudança de mentalidade da comunidade escolar;
- Falta de conhecimento: alunos, professores e funcionários podem não estar familiarizados com os conceitos e práticas de sustentabilidade;
- Resistência à mudança: algumas pessoas podem resistir à mudança de métodos tradicionais para práticas mais ecológicas.
Superando obstáculos para ter uma escola mais sustentável
Entender a importância da sustentabilidade é a base para gerar escolas mais sustentáveis pelo país. Em seguida, é hora de criar uma estratégia para colocar o plano em prática.
Planejamento estratégico: é fundamental ter um plano de longo prazo que defina os objetivos da escola e identifique os recursos necessários;
Parcerias: buscar parcerias com empresas, ONGs e Governo para obter financiamento, expertise e apoio técnico;
Educação e conscientização: realizar atividades de educação ambiental para toda a comunidade escolar;
Monitoramento e avaliação: monitorar o desempenho dos sistemas e práticas, e fazer ajustes conforme necessário.
Projetos inspiradores de escolas sustentáveis pelo Brasil
Para ajudar as demais cidades e comunidades a se inspirarem em novos projetos de escolas sustentáveis pelo Brasil, confira alguns cases de sucesso a seguir:
Escola Waldorf de Curitiba: construída em madeira de reflorestamento e adobe, com captação de água da chuva e sistema de tratamento de esgoto ecológico.
Escola Municipal SESC Interlagos: utiliza materiais reciclados na construção e possui painéis solares para geração de energia.
Escola Viva Rio: implementa a coleta seletiva e a compostagem de resíduos orgânicos, além de ter um jardim com plantas nativas.
Escola Municipal Sesc de Ensino Fundamental, Jaraguá do Sul, SC: primeira escola pública LEED Platinum do Brasil. Usa a captação de água da chuva, painéis solares, telhado verde e materiais reciclados na construção.
Colégio Fazer Crescer, Recife, PE: implementação de coleta seletiva, compostagem e horta escolar, com reuso de água e energia solar.
Que tal começar a ser mais sustentável em sua escola hoje? Continue acompanhando o nosso blog e confira mais conteúdos sobre arquitetura, sustentabilidade e assuntos relacionados.


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